Poema em prosa recente...

Pensando alto...

 

Quisera eu guardar tua luz em candelabros de estrelas matutinas mergulhadas em perfumes oceânicos de hortênsias colhidas no cume das montanhas sonhadas onde o tempo parou e teimou em se perder de mim. As pétalas de névoa que soprassem dúvidas vazias seriam guardadas em potes de licor e atiradas na esquina de uma alvorada distante.Ah! como o infinito estaria latejante  quando nossos olhares se perdessem outra vez na escuridão surda onde as vontades se desculparam e criaram novas verdades. Somente a lembrança da tua essência faria um coração sofrido bater tão forte em meio à dor incerta e latente de algo que se pretendia afirmar, mas acabou boiando no fundo de uma incomunicabilidade profunda e triste, que hoje não sabe mais se é ou se deveria o que nunca foi. Vozes que se partiram em corredores labirínticos procurando portas que não levam a lugar algum porque faz parte do dever delas confundir e nos forçar a escolher, mesmo sabendo que podemos acabar nos arrependendo depois. A espera solitária de uma resposta de uma pergunta que foi imaginada, mas nunca foi feita é um cálice do qual poucos ousam tragar porque, mesmo que ele não traga a verdade numa bandeja de prata, pode acabar levando a indagações ainda mais pulsantes.Que a embriaguez possa louvar a lucidez enterrada pela normalidade emburrecida!



Escrito por Gilson às 15h42
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Citação brilhante

"Bastaria à pupila branca da tela do cinema poder refletir a luz que lhe é própria para fazer explodir o Universo"

Luis Buñuel



Escrito por Gilson às 00h14
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Um suspiro mais longo

Recado jogado ao vento

 

Se o infinito descortinasse os seus olhos como um chão de pétalas peroladas, o perfume da sua voz esfacelaria oceanos de constelações tardias em crepúsculos de juras de amor esquecidas. Teus lábios então explodiriam em espelhos cáusticos de lágrimas invejadas por faróis velados pelo toque invernal de uma névoa rouca. O véu de tua cabeleira seria cobiçado pelos enigmáticos sultões que adormecem nas areias augustas banhadas por desertos imaginários. O mais leve toque de tua mão perfumada com o mais puro e raro sândalo rasgaria abismos de penumbra vigiada por luzes de candelabros tortos. Essa é a forma que a eterna beleza encontrou para esculpir teu rosto na quintessência imortal de uma aurora efêmera, mas indescritivelmente especial. Resta o sonho do reencontro, embalado em uma carícia agridoce do destino incerto.



Escrito por Gilson às 21h32
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Entrevista

Saiu na coluna da Mônica Bergamo da Folha de S. Paulo:

Casca de banana

Ainda não terminou a polêmica entre o cineasta Cláudio Assis, de "Amarelo Manga", que insultou Hector Babenco, de "Carandiru", no Grande Prêmio TAM de Cinema Brasileiro, na quarta passada. Assis invocou o fato de Babenco ter falado mal de Lula na Argentina como um dos motivos de sua contrariedade. Assis guarda em suas gavetas uma entrevista publicada em março pelo diário "La Capital", de Mar del Plata. A coluna localizou a reportagem, pela internet, nos arquivos do jornal.
 
Nela, o "La Capital" faz a seguinte pergunta ao cineasta argentino: "Lula o decepcionou?". E Babenco: "Sim, com Lula eu me decepcionei. Não imaginei que o Brasil, que era uma república de bananas sem nenhuma tradição constitucional, poderia gerar um presidente como Fernando Henrique Cardoso, um professor com prestígio internacional. E daí passar a um torneiro como Lula...isso não acontece em nenhum lugar".
 
Continua Babenco: "Mas, uma vez que chegou ao governo, Lula não traiu seus ideais, senão que se deu conta de que não estava preparado para o exercício da política, que é uma profissão como qualquer outra. Hoje está cada vez mais deprimido, bebendo cada vez mais e com o partido totalmente carcomido, com os fundamentalistas do partido, que são como os xiitas, querendo que o Estado seja dono de tudo."
Curiosidade: a entrevista de Babenco foi publicada dois meses antes do artigo em que Larry Rohter, do "New York Times", afirmava que o país se preocupava com o "hábito de bebericar" do presidente. Lula, na ocasião, tentou expulsar Rohter do país. A coluna procurou Babenco para falar sobre as agressões de Assis e a reportagem do "La Capital".
 

Folha - Quando houve o episódio com o Cláudio [Assis], nós quisemos entrevistá-lo. Você recebeu nosso recado?
Hector Babenco -
Eu recebi. Mas, perante um ato de demência, eu recomendo serenidade e distância. É a única coisa que eu posso dizer.

Folha -Ele nos enviou uma reportagem do jornal "La Capital", em que você diz que "Lula está deprimido e bebendo cada vez mais".
Babenco -
Você faça o que você quiser.

Folha - Eu só estava querendo saber...
Babenco -
[interrompendo] Eu não tenho condição de te responder nada. Você já foi tremendamente feia comigo. Me senti tremendamente mal amado, não respeitado. Você se utilizou de um jornalismo baixo calão. Estou te ligando simplesmente para não te dar a chance de dizer que não respondo a teu telefonema.

Folha - Nós sempre telefonamos para você. A que episódio você se refere?
Babenco -
Eu preferiria me manter ausente dessa discussão. O jornalismo que você faz, a mim não me interessa.

Folha - Agora, essa entrevista aqui [do jornal "La Capital"]...
Babenco -
Um abraço grande, Mônica, querida. Tchau.
[desliga o telefone].



Escrito por Gilson às 22h51
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História e Sociedade

É assustador o número de pessoas que não possuem nenhum tipo de consciência formada a respeito da formação histórica do nosso país. Parece que tudo foi apagado por um imenso borrão. E o pior! Ninguém se deu conta ! Os fatos que aconteceram ao longo dos quinhentos anos de colonização assim como os anos pré-cabralinos precisam ser revistos e discutidos. O líder revolucionário Lenin disse que precisamos dar um passo para trás para dar dois à frente. Pesquisar e discutir a História do Brasil é importantíssimo para que possamos, além de desenvolver um orgulho ímpar pelo país em que vivemos, amadurecer um senso crítico frente aos fatos que nos rodeiam e, a partir daí sermos tomados por um impulso de realização e transformação, já que nós somos que fazemos a história. Conhecer para mudar. E sabe melhor quem leu o livro inteiro e não somente as últimas páginas.

 

Grande abraço!



Escrito por Gilson às 22h16
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Para o(a)s romântico(a)s de plantão....

 
Decisão sobre relacionamento é quase instantânea, diz estudo
O amor à primeira vista pode não ser uma exclusidade de românticos irrecuperáveis, de acordo com cientistas.

Pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio (EUA) afirmam que as pessoas decidem que tipo de relacionamento desejam alguns minutos depois de encontrar alguém.

Segundo um dos autores da pesquisa, Artemio Ramirez, os resultados sugerem que encontros-relâmpago podem ser úteis, já que os participantes do estudo não queriam perder tempo, e a decisão sobre a relação ocorre rapidamente.

Os cientistas juntaram 164 pessoas em pares e concentraram suas análises nas amizades entre pessoas do mesmo sexo. Eles dizem, no entanto, que as conclusões valem também para encontros amorosos.

Previsão

Os resultados foram divulgados em um artigo na revista especializada Journal of Social and Personal Relationship.

"Nós fazemos uma previsão a respeito do tipo de relação que podemos ter com uma pessoa, e isso ajuda a determinar quanto esforço estamos dispostos a colocar no desenvolvimento da relação", explicou Ramirez.

"Se eu acho que podemos ser amigos, vou me comunicar mais, contar mais a meu próprio respeito e fazer coisas que ajudarão a assegurar que a amizade se desenvolva."

"Se a previsão é mais negativa, então eu vou restringir a comunicação e tornar mais difícil que a relação se desenvolva."

Segundo o cientista, que realizou o estudo junto com Michael Sunnafrank, da Universidade de Minnesota, os resultados contradizem estudos anteriores que apontavam que o futuro de uma relação era definida nos primeiros dias após o primeiro encontro.

"Estamos descobrindo que isso ocorre muito antes, literalmente em poucos minutos", disse Ramirez.



Escrito por Gilson às 21h50
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Ensaio interessante

Curta literatura curta
por Frei Betto

Indagaram de Gabriel García Márquez se invejava algum escritor vivo. Pergunta difícil, quase um xeque-mate. Porque nós, escritores, somos uma espécie de bípedes para os quais os pés importam pouco e as mãos muito, e entre nossas virtudes a humildade não se sobressai. Coisa mais rara é um literato elogiar outro que seja menos famoso do que ele.

Elogios aos mortos todos fazem. Sobretudo no dia do enterro. Ainda que seja pelo alívio de um concorrente a menos. Mormente em se tratando de um imortal que morreu, deixando vaga mais uma cadeira na Academia. Sei que dito assim pode parecer perverso. Ora, pior seria utilizar a literatura para maquiar nossos defeitos. Palavras não servem para adornar vaidades, e sim para exorcizar espíritos.

O autor de Cem Anos de Solidão respondeu afirmativamente, para surpresa de muitos. Invejava um escritor latino-americano, nascido em Honduras, naturalizado guatemalteco e exilado no México – Augusto Monterroso, falecido em fevereiro de 2003, aos 82 anos, e ainda desconhecido no Brasil.
Monterroso é autor do conto mais curto da história da literatura, “O Dinossauro”. Apenas sete palavras: “Quando despertou, o dinossauro ainda estava ali”.

Tal concisão não é fácil de ser encontrada. Mas também não é exceção. John Aubrey narra em Vidas Breves (1693): “Richard, conde de Dorset, enamorou-se da célebre cortesã, a senhora Venetia Stanley, casada com Sir Kenelm Digby. Uma vez ao ano convidava a ela e a seu marido e, naquela ocasião, a contemplava com muita paixão e desejo, permitindo-se tão-só beijar-lhe a mão, sempre em presença do senhor seu marido”.
Dostoievski redigiu, em Os Possessos (1872), um curtíssimo conto: “Pensei que algum dia me levarias a um lugar habitado por uma aranha do tamanho de um homem, e que passaríamos toda a vida olhando-a, aterrorizados”. Ainda me pergunto se esse texto do romancista russo não teria inspirado Kafka a transformar Gregório Samsa em uma monstruosa barata, em A Metamorfose.

Oscar Wilde conta em O Fantasma de Canterville (1891): “A velha madame de Tremouillac, após despertar cedo certa manhã, e ver um esqueleto sentado no sofá lendo seu diário, teve que ficar de cama durante seis semanas, com um ataque de febre cerebral. Ao recuperar-se, reconciliou-se com a Igreja e rompeu toda relação com este notório cético, o senhor Voltaire”.

Kafka também cunhou uma pequena obra-prima: “Uma gaiola saiu em busca de um pássaro” (1919, Reflexões sobre o Pecado, a Dor, a Esperança e o Verdadeiro Caminho). O peruano César Vallejo, autor de “Trialce”, um dos mais belos poemas latino-americanos, escreveu: “Saio à rua e há rua. Começo a pensar e há sempre pensamento. Isto é desesperador”. (1928, Contra o Segredo Profissional).

“As últimas palavras da mãe de Goethe a uma empregada que veio chamá-la para almoçar: ‘Diga-lhes que a senhora Goethe não pode ir, porque está muito ocupada em morrer’.” (1938, André Germain, Goethe e Bettina).

Em La Vida Imposible (2002), Eduardo Berti escreveu: “Segundo meu amigo L., Cristo viveu sete dias antes de Cristo, porque nasceu em 24 de dezembro, e o primeiro ano da era cristã só teve início no 1º de janeiro após o seu nascimento. Meu amigo, que é ateu, não crê em nenhum milagre de Jesus, exceto neste de ele haver vivido antes de si mesmo”.



Frei Betto é escritor, autor de Típicos Tipos - Perfis Literários (A Girafa), entre outros livros



Escrito por Gilson às 00h25
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Monólogo

Espero que gostem...acabei de escrever

Monólogo noturno

 

Antes que amanheça quero que você me olhe e diga que vai dar tudo certo, que nossas frustrações serão dissipadas em névoas partidas de perfumes esquecidos em teus beijos, que um simples abraço conseguirá solidificar uma separação repentina que durou tantos anos, que um relicário de memórias adocicadas estará repousando e consolando teu coração tão cansado de sofrimentos injustos e esperanças depositadas em aqueles que nunca as mereceram,como eu. Desejo que você aceite minhas desculpas tão tardias e cretinas que não merecem chegar a teus ouvidos delicados e puros, acostumados com doces melodias e que agora são bruscamente interrompidos pelo meu grasnar tosco. Que nossos dedos se enrosquem e chorem nossas leviandades prometidas em jarros de barro que rolaram desesperados rumo a um objetivo desconstruído...

Mas sabe....

Tudo o que pode ser dito é que muitas lágrimas banharam as trilhas que negamos existir. Juras de amor boiaram como ninféias em oceanos confusos de sentimentos invertidos e viscerais Magoei muita gente por carícias e certezas fúteis demais. Confianças foram perdidas em nome de um teatro onde fui o Pagliacci morto por uma cortina de palmas e vaias.

 



Escrito por Gilson às 00h19
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FOTOLOG

Inaugurei meu fotolog ontem, só com paisagens brasileiras (escolhidas a dedo). Estarei atualizando o mesmo diariamente. Só não faço o mesmo aqui porque tenho andado ocupado com o meu livro.

O endereço do fotolog é: http://fotolog.terra.com.br/mbras

Grande abraço a todos



Escrito por Gilson às 12h28
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Biomassa

Bananas
Usina movida a bananas poderia abastecer 500 casas
Engenheiros australianos criaram um gerador de eletricidade alimentado por bananas em decomposição, e esperam construir uma usina inteira que opere com frutas.

No momento, boa parte da colheita anual de bananas da Austrália é jogada fora porque as frutas são muito pequenas ou estão danificadas.

Mas, ao invés de simplesmente deixar as bananas apodrecer, os pesquisadores gostariam de explorá-las comercialmente.

Se so planos derem certo, pode ser construída uma usina de geração de energia capaz de abastecer 500 casas.

Montanha

Bill Clarke, da Universidade de Queensland, disse que a idéia lhe ocorreu quando ele foi procurado pelo Conselho de Produtores de Banana da Austrália, que buscava formas de utilizar uma montanha de frutas desperdiçadas.

Cerca da terça parte da produção de de Queensland - que consiste em mais de 20 mil toneladas por ano - nunca chega às prateleiras de supermercados e às quitandas.

Normalmente elas são simplesmente deixadas no solo para apodrecer, mas Clarke diz que, além do desperdício de material que poderia ser bem utilizado, isso danifica o solo.

Clarke teve sucesso ao usar as bananas para gerar eletricidade em laboratório, e está analisando se uma usina do tipo é comercialmente viável.

O engenheiro deixa as bananas entrarem em decomposição em barris lacrados e utiliza o metano resultante do apodrecimento das frutas para movimentar uma turbina.

Até fevereiro, o pesquisador pretende ter uma idéia clara sobre o aproveitamento da fruta para a geração de energia em maior escala.

Mas isso ainda é um desafio para Clarke. Segundo ele, "são necessários 60 quilos de bananas para fazer funcionar um eletrodoméstico como um aquecedor durante 30 horas".



Escrito por Gilson às 22h15
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Acabei de escrever

Paisagem noturna

Quando o luar descarnado de perfumes adormecidos beijar a testa suspirada e triste da moça sentada no banco solitário da praça, um véu de lágrimas despejará um cálice de arrependimento no vestido azul desbotado de esperanças distorcidas e confusas. Isolada em um canto perdido do universo,ela encontrará a certeza que sempre a convence a aceitar a sua própria condição: maldita. É então que um sopro de vapor suave e cortante abraçará seu corpo, dizendo baixinho em seu ouvido: "dias melhores virão e você estará pronta para o rejuntar de um amor partido na vala do excesso de certeza de cortejos sugeridos, mas nunca confirmados".



Escrito por Gilson às 00h25
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HQ muito boa

Basta visitar essa página:

http://www.nonaarte.com.br/velho.html

Espero que vcs curtam

Grande abraço



Escrito por Gilson às 23h06
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Vi no site da BBC

Urso invade camping nos EUA e toma 'porre' de cerveja
 
Urso negro
Urso negro adormeceu entorpecido após 36 latas de cerveja
Um urso negro se infiltrou numa área de camping nos Estados Unidos e tomou um porre. Ele bebeu cerca de 36 latas de cerveja.

Funcionários do local foram surpreendidos ao encontrar o urso dormindo entorpecido no chão, cercado por dezenas de latas vazias de cerveja.

A história, ocorrida em Baker Lake, a 129 km de Seattle (noroeste dos Estados Unidos), tem curiosidades quase inacreditáveis.

Segundo relatos de testemunhas, o urso teria aparentemente rejeitado a marca de cerveja Busch e preferido uma marca local, a Rainier.

O animal teria encontrado as caixas de isopor que os acampantes usavam para mater as bebidas geladas, roubado as latas e usado seus dentes e garras para furá-las.

Marca predileta

O guarda florestal Bill Heinck disse que o urso provou uma lata de Busch e deixou o restante das latas. Depois, teria tomado uma cerveja Rainier, gostado, e virado dezenas de latinhas dessa marca.

"Vimos um urso dormindo na área comum e ficamos tentando entender o que estava acontecendo. Até que descobrimos que havia um monte de latas de cervejas espalhadas no chão", disse a funcionária do camping Lisa Broxson à agência de notícias Reuters.

Ela contou que o urso foi espantado por agentes florestais, mas voltou no dia seguinte.

Os agentes resolveram então montar uma armadilha para capturá-lo, colocando donuts, mel e, é claro, duas latinhas de cerveja Rainier. O animal caiu na cilada.

"Essa é nova para mim", disse Heinck. "Sabia que eles gostavam de abrir latinhas, mas nada como isso. E ele tinha definitivamente uma preferência."



Escrito por Gilson às 00h13
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A mais recente...espero que gostem

Estrelas bordam um oceano de prata que acaricia a nau quebrantada de estilhaços enevoados em soluços de pétalas que dançam sua última valsa antes de finalmente cair na água fria e escura. O luar traça um sinuoso caminho por entre as ondas que gingam ao som de uma canção nunca ouvida. Em meio à solidão acalentadora do mar um marinheiro se perde no infinito enquanto deita no convés e se deixa absorver pelo firmamento.Um perfume ancestral envolve a embarcação e dissolve lembranças descarnadas em cânforas confusas iluminadas por velas perdidas e empoeiradas. Como conviver com o isolamento sem deixar-se envolver por ele? Como nadar sem se afogar nas próprias dúvidas? Como e quando as suas certezas serão confirmadas (se é que elas serão)? As respostas para todas estas dúvidas estão submersas e não basta simplesmente alcançá-las.É preciso que elas sejam decifradas também.

 



Escrito por Gilson às 21h56
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Gosto de infinito

Peço ao leitor que se permita a essa reflexão poética: que tipo de ligação poderia ser feita entre um artista, um astronauta e um mergulhador? Um certo gosto pela vastidão, busca pelo infinito intocável. O astronauta no espaço interminável de galáxias e nebulosas, o mergulhador se perdendo em bolhas d’água de oceano interminável. E o artista? Este se define na própria paixão pelo invisível. A verdade é que todos nós temos um certo gosto de procurar o infinito. O escritor mineiro João Guimarães Rosa escreveu em sua obra máxima “Grande Sertão: Veredas”: “O sertão são os nossos vazios”. Renato Russo disse que “O Infinito é realmente um dos deuses mais lindos”. Porquê esse gosto pelo vasto intocável? Porque partimos dele. Estávamos na explosão atômica do Big Bang que deu origem ao Universo. No fundo fazemos parte das mesmas partículas e compartilhamos esse sentimento deliciosamente inexplicável dentro de nossa própria existência.



Escrito por Gilson às 23h11
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